O CLUBE

O Paulista Futebol Clube foi fundado por funcionários da Companhia Paulista de Estradas de Ferro, sucedendo outro clube que existiu entre os anos de 1903 e 1908, o Jundiahy Foot Ball Club.

Em 17 de maio de 1909, os antigos membros resolveram reorganizar-se e dar continuidade aos jogos de futebol, foi então que em frente à locomotiva nº 34 que estava encostada no pátio de manobras em frente às oficinas e bem próximas onde se localizava a fundição fundaram o Paulista Foot Ball Club, nome escolhido em homenagem à empresa que trabalhavam.

Nos primeiros anos de sua existência, o Paulista concentrou as suas atividades em disputas internas entre os associados e esporádicos jogos amistosos contra outras equipes. Em seus primeiros tempos, o clube utilizou um campo na atual Vila Rio Branco e em 1913 mudou-se para instalações em um terreno na Vila Leme.

Em 1919 o clube se filiou à APEA (Associação Paulista de Esportes Athléticos), passando a disputar o Campeonato do Interior, onde sagrou-se duas vezes campeão nos anos de 1919 e 1921.

Em 1926 houve uma dissidência na APEA e o Paulista foi convidado a integrar a LAF (Liga dos Amadores de Futebol). Na nova liga, o time jundiaiense, disputou os campeonatos paulistas da divisão principal de 1926 até 1929, sendo o primeiro clube do interior a disputar de forma completa um campeonato na elite estadual.

Com o fim da LAF, o Paulista concentra suas atividades nos campeonatos municipais, e durante os anos 30 e 40 torna-se o maior campeão da cidade.

Em 1948, com a criação da Lei do Acesso e a profissionalização do futebol no interior, o Paulista passa a disputar o Campeonato da Segunda Divisão da FPF.

Em 1957, o Paulista inaugura o estádio Dr. Jayme Cintra, sua casa até os dias de hoje.

Enfim em 1968 é que o clube consegue seu primeiro acesso, após uma campanha inesquecível, onde conquistou o título de maneira invicta, sendo até hoje o único clube do estado a conseguir um acesso sem perder nenhum jogo.

Em 1969 conquista o Torneio José Ermírio de Moraes Filho e em 1978 o Torneio Incentivo.

Foram 10 anos na primeira divisão, até ser rebaixado em 1978.

Em 1984, porém, o clube voltaria a conquistar o acesso, desta vez como vice-campeão, mas com uma goleada inesquecível no úlitmo jogo por 7 a 1 diante do VOCEM de Assis no estádio do Parque Antarctica em São Paulo.

A permanência na elite desta vez não durou tanto, sendo rebaixado novamente em 1986

Em 1994, com a reformulação das divisões feita pela Federação, o Paulista foi parar na Série A3. Em 1995, o clube se associa à empresa Lousano em um dos primeiros contratos de co-gestão do futebol brasileiro. Logo no primeiro ano, a parceria produziu bons resultados, com o clube subindo da Série A3 para a Série A2 do futebol paulista.

Outro fruto da parceria foi a conquista da Copa São Paulo de Futebol Júnior em 1997.

Em 1998, o Paulista desfez a parceria e se associou novamente a outra empresa, desta vez a Parmalat, mudando o seu nome para Etti Jundiaí. A mudança desagradou a uma parcela expressiva da torcida, mas trouxe resultados imediatos em campo, com o time vencendo a Copa Estado de São Paulo (atual Copa Paulista) em 1999, o Campeonato Paulista da Serie A2 e o Brasileiro da Série C, ambos em 2001. No ano seguinte, a Parmalat anunciou a retirada de seus investimentos em futebol e o time passou por uma curta fase de transição, durante a qual se denominou Jundiaí Futebol Clube. Finalmente, um plebiscito entre os torcedores devolveu-lhe o nome de Paulista Futebol Clube.

Mesmo sem mais nenhum parceiro, o clube não deixou de conseguir resultados importantes, como o vice-campeonato Paulista de 2004, que lhe deu o direito, de no ano seguinte, disputar a Copa do Brasil.

Em 2005 então veio a maior conquista da sua história: a Copa do Brasil, onde o Paulista venceu equipes tradicionais, todas elas da elite do futebol brasileiro na época.

Com a conquista, o Paulista ganhou o direito de disputar a Copa Libertadores da América de 2006 e apesar de ter sido eliminado na primeira fase, chegou a vencer o River Plate da Argentina no estádio Dr. Jayme Cintra.

Em 2007 foi rebaixado para a Série C do Campeonato Brasileiro e em 2008 sem conseguir o acesso no nacional foi obrigado a no ano seguinte disputar o recém criado Campeonato Brasileiro da Série D.

Em 2010 e 2011, venceu novamente a Copa Paulista, dando-lhe o direito de disputar novamente a Copa do Brasil, onde apareceu em 2011 e pela última vez em 2012.

Após o maior período de sua história na elite estadual, o Paulista voltou a ser rebaixado em 2014 para a Série A2. Em 2016, após mais uma fraca campanha caiu para a Série A3 e no ano seguinte, outra campanha ruim fez com o que clube parasse na última divisão do futebol estadual.

Torcida

Ao longo dos seus mais de cem anos de história um fato recorrente é a torcida do Paulista que sempre esteve presente em todos os seus momentos, sejam os de alegria quanto os de tristeza, fazendo com a torcida jundiaiense seja considerada uma das mais apaixonadas de todo o interior do estado.

Hoje o Paulista conta com duas torcidas organizadas atuantes, a Gamor, fundada em 1975 e a Raça Tricolor, fundada em 2005, mas já houveram muitas outras que seguiram o Galo, lotando o estádio Jayme Cintra ou organizando caravanas para apoiar o Galo seja onde for.

Algumas antigas torcidas organizadas do Paulista foram:

Império Jovem
Galoucos
Inferno Tricolor
Embriagalo
UniGalo – Torcida Unida
Guerreiros do Galo – Torcida Jovem do Paulista
TOGA – Torcida Organizada do Galo

O estádio Dr. Jayme Cintra

Durante mais de 40 anos a casa do Paulista foi na Avenida Luiz Rosa no centro da cidade. O estádio da Vila Leme foi palco das grandes conquistas da fase do amadorismo, onde o tricolor se tornou o maior clube da cidade e um dos mais tradicionais do interior, batendo de frente contra os principais times paulistanos da época.

No fim da década de 1940, com a profissionalização do futebol no interior do estado, porém, o acanhado estádio foi tornando-se obsoleto devido ao próprio crescimento do clube que aos poucos foi subindo degraus e melhorando suas participações nos campeonatos de acesso.

A primeira grande movimentação para aquisição de um terreno para construir um novo e maior estádio foi no ano de 1952, justamente ano em que o Paulista fazia sua melhor campanha após ingressar no profissionalismo.

A boa campanha despertou nos dirigentes tricolores a vontade de contar com uma casa maior, já que outros clubes do interior também se movimentavam neste sentido e iam inaugurando novas e modernas praças esportivas.

No dia 30 de maio de 1957 o Paulista inaugurava seu novo campo, o estádio Dr. Jayme Cintra, nome que foi escolhido ainda nos anos 40, quando o Paulista pretendia reformar e aumentar o estádio na Vila Leme, para homenagear um dos maiores entusiastas do Paulista e que graças à sua alta posição dentro da Companhia Paulista de Estradas de Ferro sempre ajudou o clube em momentos de necessidade.

O jogo inaugural foi contra o Palmeiras e vencido pelo Paulista por 3 a 1, tendo como primeiro marcador do novo estádio, o jogador Belmiro do tricolor.

Mascote

A rivalidade entre o Paulista e o Comercial, clube amador na década de 40, fez surgir o Galo como mascote do clube.

Diz a lenda que em uma partida realizada no antigo estádio da Vila Leme, a torcida do Paulista atirou um galo para dentro do gramado quando vencia um disputado jogo contra o Comercial.

A caça ao galo dentro do campo pelos rivais tornou-se histórica, tanto que a torcida o adotou para sempre como mascote do clube.

GALERIA